escrito em 1603
República de Veneza, final do século 15.
Veneza e o Império Otomano travavam diversas guerras por controle de rotas comerciais e postos estratégicos no mar Mediterrâneo.
Otelo, um general mouro do Império Otomano, nativo do Vilaiete da Túnis, atual Tunísia, é contratado como mercenário pelo exército veneziano.
Muçulmano, Otelo era muito mal visto em Veneza, tanto pela sua pele, mas também por ser muçulmano, os quais os cristãos europeus odiavam e guerreavam desde o séc. 8.
Apesar, ele se cristianizou.
Ele é casado com a jovem Desdêmona, da oligarquia veneziana.
Porém dentro de seu círculo íntimo, seu alferes Iago havia sido rebaixado para sub-tenente, pois que Cássio, grande amigo de Otelo, havia sido promovido a Tenente no lugar dele.
Iago, sabendo que Otelo era extremamente ciumento em relação à Desdêmona, arquiteta um plano para convencer Otelo que ela estava tendo um caso com Cássio, e assim Otelo o mataria.
Posteriormente, Otelo e Desdêmona partem para a Fortaleza de Chipre, no Mediterrâneo Oriental, para uma batalha contra a esquadra otomana na costa da Anatólia, no estreito da Cilícia.
Eles estavam em barcos diferentes e Desdêmona chega primeiro. Otelo chega com Cássio e Iago, porém descobre que a esquadra otomana fora destruída por um tsunami no mar.
No Chipre, Iago começa a semear a discórdia entre o casal.
Ele convence Cássio a se embriagar numa festa, e ele se envolve em uma briga com Rodrigo, militar cipriota.
Por causa disso, Otelo rebaixa Cássio. Iago o diz que Cássio teria um caso com sua esposa.
Otelo havia presenteado Desdêmona com um lenço, e Iago o rouba e bota no quarto de Cássio.
Otelo, desconfiado, pergunta à Desdêmona onde estava o lenço e ela não sabe responder, e o encontram no quarto de Cássio.
Otelo ouve uma conversa escondido sobre a verdadeira amante de Cássio, a qual ele acha que é Desdêmona.
Furioso, ele vai a seu quarto e mata ela asfixiada em meio a sua raiva.
Porém, consumida pela culpa, a esposa de Iago conta a todos o plano de Iago.
Otelo, percebendo o que fez, se mata, porque não iria viver sem sua amada. Fim.
Shakespeare se inspirou em contos italianos sobre comerciantes mouros nos portos.