Platão
- Filósofo grego e aluno de Sócrates
- Registrou as ideias de Sócrates e, por muitas vezes, Platão coloca suas ideias na boca de Sócrates.
- Invento a Metafísica
Metafísica
- Platão cria um mundo imaterial que explicaria o mundo material em que vivemos.
- O Mundo Inteligível, que possui as Ideias, foi copiado pelo Demiurgo, gerando então o Mundo Sensível.
- De acordo com Platão, a Alma (o "Eu" / pensamento), que pertence ao Mundo Inteligível, estaria presa a um corpo no Mundo Sensível.
- O único modo da Alma transcender ao Mundo Inteligível é através do pensamento.
Mundo Inteligível x Mundo Sensível
Mundo Inteligível:
- É o mundo absoluto das ideias e da perfeição
- Possui a Ideia de Bem, que é a maior e mais importante das Ideias. Todas as outras Ideias só existem porque participam, de alguma forma, da Ideia de Bem.
- Possui as Ideias, que são realidades perfeitas e imutáveis
- Está no paradigma parmenídico, ou seja, é imutável e imóvel
Mundo Sensível:
- É o mundo das sensações, das cópias e da ilusão
- Está no paradigma heraclitiano, ou seja, está em constante mudança
- Possui as cópias, que podem ser:
- Naturais - criados pelo Demiurgo
- Artificiais - criadas pelo homem
Alegoria da Caverna
- Em uma caverna, estão os prisioneiros. Eles estão presos desde a infância e não conhecem nada senão a caverna. Atrás deles, está um fogo que ilumina a parede e, entre esse fogo e os prisioneiros, objetos aleatórios são carregados, de modo que a luz do fogo reflete a imagem dos objetos na parede.
- Um dia, um prisioneiro consegue escapar e, quando está saindo, a luz do Sol fere os seus olhos.
- Ao sair, ele descobre o mundo iluminado pelo Sol e percebe que a caverna era uma ilusão da realidade.
- O liberto volta para a caverna para avisar os outros prisioneiros sobre sua descoberta.
- Ao contar o que descobriu, o liberto é ignorado e ridicularizado, sendo até chamado de louco e ameaçado de morte.
Interpretações da Alegoria
- Caverna: Mundo Sensível ou corpo
- Sombras projetadas: Ilusões e aparência do mundo sensível
- Lado de fora da caverna: Mundo Inteligível
- O prisioneiro liberto: Alma
- Sol: Ideia do Bem, que ilumina todas as outras
- A dor sentida pelo liberto ao ver a luz representa a dor sentida ao descobrir a verdade.
Conclusões da Alegoria
- A Alegoria da Caverna, além de ser uma metáfora para a Metafísica platônica, é também uma reflexão sobre a escolha entre a ignorância e a verdade.
- A mentira é confortável
- Descobrir a verdade dói
- Ao descobrir a verdade, esta é negada, pois ainda se prefere o conforto da mentira.
- A maioria prefere a mentira, pois a verdade é dolorosa.
O Amor Platônico
Todo amor é desejo
Todo desejo é falta
Logo, amor é falta
Mito do Nascimento de Eros
- Eros é o deus do amor.
- Eros é filho de Poros (deus da abundância) e Penia (deusa da pobreza) e por isso é um sentimento tão "estranho".
- O amor (Eros) nasce da falta. Nós só desejamos aquilo que não temos (Penia), mas possuímos o recurso para buscar o que nos falta (Poros).
- O amor, por ser falta, é semelhante à alma, já que esta sempre busca subir ao Mundo Inteligível, mas sempre está presa ao corpo.
Escada do Eros / Subida para o Inteligível
- Atração física
- Amor pelo corpo e pela alma
- Amor pela beleza de todos os corpos e almas
- Amor pelas coisas belas
- Contemplação da Beleza em si
Dialética Platônica
- Método usado por Platão para purificar o conhecimento e alcançar a verdade. Consiste em:
Tese (ideia inicial) —— Antítese (contradição à tese)
↳ Síntese —— Antítese
... até alcançar a verdade
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