A Ucrânia está localizada no Leste Europeu e faz fronteira com a Rússia. Sua posição geográfica é considerada estratégica devido à proximidade com o território russo, ao acesso ao Mar Negro e à sua grande importância na produção de alimentos, especialmente trigo e milho.
Em 1991, a União Soviética (URSS) deixou de existir, e a Ucrânia se tornou um país independente. Com isso, a Rússia perdeu parte de sua influência sobre os países do Leste Europeu.
Ao mesmo tempo, vários países dessa região passaram a se aproximar da OTAN, uma aliança militar que a Rússia passou a enxergar como uma possível ameaça à sua segurança.
Em 2014, a Ucrânia se aproximou da União Europeia, o que ocorreu durante um período de grande crise política no país.
Nesse contexto, a Rússia anexou a Crimeia, enquanto conflitos separatistas começaram nas regiões de Donetsk e Luhansk, localizadas no Donbass. Portanto, a guerra iniciada em 2022 não começou repentinamente, pois já existiam conflitos e tensões na região desde 2014.
No dia 24 de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma invasão da Ucrânia em grande escala. A Rússia justificou sua ação principalmente afirmando que precisava proteger sua própria segurança e impedir que a Ucrânia se aproximasse ainda mais da OTAN. Por outro lado, a Ucrânia e grande parte da comunidade internacional consideraram a invasão uma violação da soberania ucraniana.
A Ucrânia recebeu apoio principalmente dos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Canadá e países membros da OTAN, com o fornecimento de dinheiro, armas e informações de inteligência.
A Rússia, por sua vez, possui apoio ou mantém uma aproximação com países como Belarus, Irã e Coreia do Norte. Além disso, a Rússia possui importantes relações econômicas com a China.
A guerra provocou diversos impactos, entre eles:
No caso do Brasil, um dos principais efeitos está relacionado aos fertilizantes, que são muito importantes para a agricultura brasileira.
O conflito contribuiu para o fortalecimento da OTAN, aumentou os gastos militares e aproximou a Rússia de nações localizadas na Ásia.
O cenário geopolítico após 2022 é o de uma guerra de desgaste, marcada por frentes de combate relativamente estáticas, uso intenso de drones e mísseis e dificuldades para que os envolvidos consigam chegar a um acordo de paz.
Até 1978, a China possuía uma economia mais fechada, predominantemente rural e com forte controle do Estado.
Em 1978, Deng Xiaoping iniciou reformas que transformaram profundamente a economia chinesa.
Após as reformas, a China passou a combinar: Estado forte + mecanismos de mercado.
O governo continuou mantendo o controle político do país, mas passou a permitir uma maior participação das empresas, dos investimentos estrangeiros e da competição econômica. Esse modelo econômico ficou conhecido como socialismo de mercado.
Foram criadas as Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), regiões que possuíam políticas mais abertas com o objetivo de atrair empresas e investimentos estrangeiros.
O principal exemplo é Shenzhen, que deixou de ser uma região pouco desenvolvida e se transformou em uma grande cidade industrial e tecnológica.
Com as reformas econômicas, a China aumentou sua participação no comércio internacional e passou a ser conhecida como a "fábrica do mundo", pois começou a produzir enormes quantidades de mercadorias destinadas a outros países.
A entrada da China na OMC, em 2001, aumentou ainda mais sua integração ao comércio mundial.
Inicialmente, a China ficou conhecida principalmente pela fabricação de produtos baratos. Com o passar do tempo, porém, o país passou a investir cada vez mais em tecnologia e inovação, incluindo áreas como:
Dessa forma, o desenvolvimento econômico chinês pode ser representado pela seguinte sequência:
produtos baratos → industrialização → produtos tecnológicos e inovação.
Lançada em 2013, a Nova Rota da Seda tem como objetivo conectar a China a diferentes regiões do mundo por meio de investimentos em:
Esse projeto facilita o comércio e, ao mesmo tempo, aumenta a influência econômica e geopolítica da China.
A Nova Rota da Seda pode trazer benefícios para os países participantes, mas também pode gerar preocupações relacionadas a dívidas e à dependência econômica.
O Brasil exporta principalmente commodities, ou seja, matérias-primas e produtos básicos, como:
A China, por outro lado, exporta para o Brasil principalmente produtos industrializados e tecnológicos.
Essa relação demonstra uma diferença na Divisão Internacional do Trabalho: o Brasil possui uma forte participação na exportação de matérias-primas, enquanto a China possui uma indústria muito mais desenvolvida.