Platão

Platão sempre escreveu diálogos que explicitavam as ideologias de Sócrates.

Funda a Academia, uma escola filosófica gratuita.

Inventa a Metafísica, que é o que está além da natureza, estudando o que é imaterial (como Deus).

Suas ideias, sobre alma por exemplo, influenciam até hoje a tradição cristã.

Platão até aproxima a ideia de mitos da filosofia.

Platão, transcrevendo os diálogos de Sócrates, começa a falar sobre suas ideias próprias através do personagem "Sócrates", que então vira seu "alter ego".

Em sua velhice, Platão então começa a questionar suas filosofias prévias.

Enquanto o Sócrates de verdade terminava suas conversas em aporéticas, o personagem "Sócrates" de Platão termina seus diálogos respondendo perguntas com verdades.

A METAFÍSICA

A ideia de que vivemos num mundo sensível que é a cópia de um mundo inteligível, ambos criados por um deus Demiurgo.

É portanto a alma que pensa (vivendo o mundo inteligível), enquanto o corpo que sente (vivendo o mundo sensível) nos concentra.

Para transcender ao mundo "verdadeiro" (o inteligível) basta pensar.

Mas se vivermos no nosso corpo, que é a prisão da alma, acaba morrendo (por fome, sede, falta de sono, etc).

O mundo sensível é heraclítico, enquanto o inteligível é parmenídico.

As coisas naturais do mundo sensível são "criadas" pelo Demiurgo, enquanto as artificiais são feitas pelo homem através do pensamento e concentração, que nos levam a transcender ao plano metafísico.

A dica de Platão é se concentrar para transcender e não se deixar escravizar pelo corpo.

ALEGORIA DA CAVERNA

Uma pessoa que nasceu e viveu a vida toda na caverna, um dia sai dessa e descobre que o mundo é além da caverna.

Para essa pessoa, a ignorância é confortável, mas a verdade, apesar de ser profunda, é desagradável.

A parte final da história se dá quando esse liberto sofre uma ameaça de morte ao tentar fazer os amigos presos na caverna perceberem que ele luta pra eles saírem da caverna.

Nessa história, a caverna é o mundo sensível, e o mundo real é o mundo inteligível.

Dessa forma, nossa alma é sempre obrigada a voltar pro corpo, assim como o liberto precisa voltar pra caverna.

ANALOGIA DO SOL FORA DA CAVERNA

Assim como o Sol ilumina, no mundo inteligível, a ideia de "bem" reflete todas as criações do mundo físico.

MITO DO NASCIMENTO DE EROS

O amor (Eros) é "estranho", pois é filho do deus grego da riqueza e da deusa da pobreza (Poros e Penia).

Por isso, quando amamos, sempre queremos mais, nunca satisfeitos.

Para Platão, o amor (platônico) é um desejo nunca saciado completamente.

Isso é uma analogia a como nossa alma sempre deseja subir ao mundo inteligível, mas continuamos presos no mundo físico/em nossos corpos.

A única coisa que pode nos completar é a ideia do "bem". Podemos gostar de coisas boas, mas apenas o "bem" pode nos saciar.

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