HERÁCLITO X PARMÊNIDES
HERÁCLITO de ÉFESO
- Teoria mobilista: tudo está sempre em mudança, num fluxo constante.
"Não se pode entrar num mesmo rio duas vezes"
- Teoria dos contrários: nada está nunca seco nem molhado, pois agora pode estar seco, mas depois está molhado, e isso se aplica a cada milésimo de segundo.
- Isso gera um problema epistemológico, porque não existem fatos imutáveis, portanto eu nunca vou poder conhecer plenamente nada.
- Todas as verdades que dizemos são só arredondamentos, e com base nisso Crátilo só apontava para as coisas ao invés de dizer coisas.
PARMÊNIDES de ELEIA
"O ser é e o não ser não é"
- O que existe, existe; porque algo que existe não pode não existir ao mesmo tempo.
- O que não existe, não existe; o nada não existe, ele é só a representação de um conjunto vazio.
- Nada = vazio, que são nomes dados à ausência de algo que existe.
"As aparências enganam"
- Por isso não podemos comprovar que algo se mexeu a partir de algum sentido.
- O movimento portanto não existe, pois não existe um lugar vazio para o qual eu me locomover, já que o vazio não existe; e também não podemos comprovar o movimento a partir dos sentidos humanos, já que as aparências enganam.
"TUDO NÃO MUDA"
- Parmênides então conclui a teoria imobilista, ou seja, o ser é imóvel, eterno e uno.
- Somos eternos, porque a gente sempre existiu, já que não dá pra algo que existe vir ou ir para algo que não existe.
- Somos unos, pois não há um vazio que separa coisas que são, já que o que não existe não existe.
- Ele usa então o método racional, que exclui o mundo das aparências (mundo sensível).
PARADOXO de ZENÃO de ELEIA
Algo, para se mover, precisa percorrer a metade daquela distância, e a metade dessa metade, e a metade da metade da metade, infinitamente. Por isso tudo nunca se move.
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