Maniqueísmo teve origem na Pérsia e foi fundado por Mani no século III d.C.
Conta-se que ele recebeu a visita de uma "entidade superior", o Gêmeo Celestial, que lhe teria revelado os segredos do universo.
Ele acreditava ser o último de uma sucessão de profetas, que começou com Adão e incluía Buda, Zoroastro e Jesus, e ele seria o portador de uma mensagem universal destinada a substituir todas as religiões.
Pretendia fundar uma religião universal, que integrasse as verdades parciais de todas as revelações anteriores, especialmente as do zoroastrismo, budismo e cristianismo.
surge no contexto em que se praticavam religiões de mistérios – um ser superior escolhia um eleito para revelar-lhe os segredos e os mistérios do universo;
segredos revelados ao eleito eram transmitidos de forma iniciática a um grupo de discípulos (não era de livre acesso ao grande público);
mesclava elementos de crenças de origens religiosas distintas.
Foi uma doutrina rejeitada no Império Sassânida e migrou para o Império Romano, onde se desenvolveu como um grupo específico dentro do cristianismo. Os romanos, no entanto, não viam com bons olhos esse grupo de cristãos maniqueístas, pois identificavam neles aspectos do zoroastrismo, religião do Império Sassânida, grande rival do Império Romano (que chegou a capturar o imperador Valeriano, após a derrota deste na Batalha de Edessa).
Eles enxergavam os cristãos maniqueístas como "agentes" de uma potência estrangeira (Império Sassânida) em seu território, e o imperador romano emitiu um édito para a província romana de Alexandria ordenando queima de textos maniqueístas e prisão de suas lideranças.
Maniqueísmo é uma doutrina dualista pois compreende a realidade como resultado de um conflito cósmico entre reino da luz (o Bem) e das sombras (o Mal).
Yin e Yang descreve as duas forças opostas e complementares que compõem e movem tudo o que existe no universo. A ideia central é de que nenhuma força é puramente boa ou má, mas sim que o equilíbrio dinâmico entre as duas é essencial para a harmonia e a saúde (princípio da dualidade).
O dualismo maniqueísta, porém, é diferente: afirma a existência de dois princípios opostos (bem e mal) que têm origem em duas entidades: uma inteiramente boa, que dá origem ao bem e outra inteiramente má, que dá origem ao mal. Na dualidade taoísta (do yin yang) os princípios se complementam e produzem a realidade; no dualismo maniqueísta esses princípios estão em luta eterna.
De acordo com o maniqueísmo, a realidade do mal consistia numa substância originada a partir de um ser maligno. Mas, Santo Agostinho afirma que a ideia de substância só pode ser aplicada a Deus. O mal (em sentido absoluto, como ausência do Bem) é a antítese da substância (é da ordem do "não-ser", pois não é possível pensar um "ser" que não derive da "Fonte do Ser", que é o próprio Deus). Para Santo Agostinho, o mal absoluto não existe, isto é, não é uma substância, uma vez que todas as coisas criadas, só existem porque guardam relação com Deus. Todas as coisas criadas, em alguma medida, são bens, pois derivam do Sumo Bem, porém, são bens inferiores, se comparadas com o Sumo Bem, que é o próprio Deus.
O ser humano, sofre com a privação do Bem desde a Queda (diferente de ausência do bem). No entanto, ele traz as "digitais" do Criador e, por isso, tende ao Bem, a retornar para Deus, mas não consegue fazer isso pelos próprios meios. Deus, então, oferece o dom que lhe permite fazer o "caminho de volta" para Ele: a Graça (habilita a participar da vida divina e permite à criatura permanecer na órbita do Ser) uma criatura sem relação com o Criador, simplesmente, aniquila-se no vão do Nada (Não-Ser).
1) Será que Deus utilizou matéria cósmica preexistente para criar o mundo e o homem, e havia algo ruim nela, que permaneceu nas coisas criadas mesmo após o ato da criação?
2) Se foi assim, por que Deus não a transformou completamente em algo bom, a fim de evitar que nada de mal nela restasse?
3) Por que Deus não a destruiu por completo e criou outra matéria completamente nova para que nada de mal nela pudesse existir?
Segundo maniqueísmo a matéria é má, pois foi criada por um ser maligno. Maniqueístas argumentam que antes do ato da criação "a terra estava vazia e informe" (já preexistia). Deus teria usado essa matéria cósmica primordial (que é, em si mesma, má, pois teria sido criada por um ser maligno) para criar o mundo e, na sequência, o homem (o homem, segundo a Bíblia foi criado do pó da terra). Daí surgiu, segundo o maniqueísmo, o mal no mundo e no homem (pelo fato de o Criador criar o homem a partir da matéria, que é má).
Santo Agostinho argumenta que essa matéria "informe e vazia", também foi criada por Deus do nada (conceito de criação ex-nihilo). Todas as coisas criadas são, em si mesmas boas (e não más, como afirmava o maniqueísmo). Ocorre que as coisas criadas por Deus não são iguais a Ele, que é o Sumo Bem, são bens, porém inferiores.
segundo maniqueísmo, a matéria é má em si mesma, e segundo cristianismo a matéria é boa em si mesma, pois foi criada pelo próprio Deus (sumo bem), (a matéria é apenas um bem inferior).
deus supremo e criador. Representa o bem.
Há uma batalha cósmica entre AHURA MAZDA e ANGRA MAYNU (também chamada de ARIMÃ) que reúne em si as forças do mal e personifica a destruição, o caos e a morte.
A verdade está associada à luz, por isso os Parsis sempre se voltam para uma fonte de luz (fogo, sol...) quando rezam.
Na luta entre o bem e o mal, AHURA MAZDA conta com a ajuda de seus seguidores através da fé e das boas ações contra as forças maléficas de Arimã.
Um dia, AHURA MAZDA unirá o céu e a terra, pondo fim a todo mal.