Gêneros Narrativos

Gênero Épico / Epopéia

Um acontecimento histórico.

Protagonizado por um herói.

Celebrado grandiosamente.

Ilíada e Odisseia = clássicos / primários.

Normalmente tem um obstáculo (talvez mitológico).

O Herói passa por transformações:

Nos clássicos, é guiado por divindades.

Nos secundários, representa um povo.

Na modernidade, são transformações humanas e individuais.

Na epopéia clássica, os deuses são apresentados como seres reais que ajudam ou prejudicam o herói.

Outro aspecto importante é a preocupação em informar a que povo pertence o herói.

Por associação ao herói, a família e o povo a que pertence também se engrandecem com suas ações extraordinárias.

Assim, os poemas épicos contribuem para divulgar a ideia de identidade pátria (no momento em que essas narrativas surgem, a noção de Estado ainda não estava definida e a organização social variava muito.

OBS: O herói do romance representa muito mais o indivíduo do que o povo a que pertence

Na narrativa moderna, o herói enfrenta problemas cotidianos e luta pra superá-los sem nenhum tipo de ajuda divina.

Os obstáculos enfrentados também não são extraordinários, e normalmente simbolizam dificuldades de afirmar sua própria identidade em centros urbanos.

Isso explica a popularidade do romance ao longo do séc. XIX: traz histórias de pessoas muito semelhantes ao seu público leitor.

Gênero narrativo

Em geral, a escrita é em prosa, onde um narrador conta, a partir de um ponto de vista, uma história com personagens, espaço e tempo. O encadeamento dos fatos narrados forma o enredo.

Foco narrativo:

esclarece o ponto de vista daquele que narra a história.

Tempo cronológico:

é exterior aos personagens, marcado pela passagem de horas, dias etc.

Tempo psicológico:

interior aos personagens, não pode ser medido / calculado, é o tempo da memória e reflexões.

Tipos de discurso

Discurso direto:

quando o narrador reproduz sem modificações as falas das personagens. O autor usa marcas como dois pontos, mudança de parágrafo, travessão ou aspas. Ex: A mãe tirou algo da bolsa e disse: - Olhe o que eu trouxe para o meu mimoso!

Indireto:

quando o narrador "traduz" a fala da personagem, colocando-se como intérprete. Ex: A mãe tirou algo da bolsa e disse que trouxera para o seu filho mimoso.

Indireto livre:

forma híbrida dos 2 processos. Ex: A mãe tirou algo da bolsa e olha o que eu trouxe para o meu filho mimoso.

Gênero lírico

As epopéias cumpriram a função de divulgar ideais e valores que organizam a vida nas cidades da Antiga Grécia, mas não respondiam ao anseio de expressão individual e subjetiva.

Para isso, surgiu a poesia lírica, que se define pela expressão de sentimentos e emoções pessoais. Além disso, dá voz a um sujeito lírico (voz que expressa os sentimentos, pensamentos e emoções dentro de um poema, é quem "fala" no texto poético), diferente da narração impessoal da épica.

No início, os poemas eram acompanhados pela lira (instrumento musical), por isso passou a ser chamado de lírico.

Formas da lírica

Elegia:

poema surgido na Grécia Antiga que trata de acontecimentos tristes, muitas vezes enfocando a morte de um ente querido ou de alguma personalidade pública.

Écloga:

poema pastoril. Retrata a vida bucólica (simples, tranquila e ligada ao campo) dos pastores, em um ambiente campestre.

Ode:

poema também originado na Grécia Antiga que exalta valores nobres, caracterizando-se pelo tom de louvação.

Soneto:

poema de 14 versos organizados em 2 estrofes de 4 versos (quartetos) e 2 estrofes de 3 versos (tercetos). As 2 primeiras estrofes do soneto apresentam o desenvolvimento do tema / as 2 últimas, a conclusão.

Gênero Dramático

Dividido em 3 tipos:

Tragédia:

Final trágico, contendo a hamartia e catarse (canto do bode; Personagens nobres).

Hamartia:

erro trágico do herói, não sendo necessariamente mal.

Catarse:

efeito causado no público pela tragédia, a liberação das emoções.

Hamartia leva a tragédia que precisa da catarse.

Comédia:

o cotidiano satirizado, não necessariamente tem graça, mas sim nó da tragédia (canto de festa).

Desfecho positivo.

Drama:

junção das duas, misturando elementos.

Autos e farsas

Auto:

peça curta, em geral de cunho religioso. As personagens representam conceitos abstratos como bondade, virtude, hipocrisia, pecado, gula, luxúria. Os autos tinham conteúdo fortemente simbólico e muitas vezes moralizante.

Farsa:

O conteúdo envolve situações ridículas ou grotescas. Objetivo de criticar os costumes.

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