Fenômenos Climáticos e suas interferências humanas
- A poluição atmosférica resulta da emissão de gases a partir de fontes estacionárias, móveis e esporádicas, como as provocados por usinas térmicas, automóveis e queimadas.
- O efeito estufa é um fenômeno natural que pode ser intensificado pela emissão de poluentes, provocando o aquecimento global. Ocorre com a retenção de calor na atmosfera em partículas em suspensão.
- A redução da camada de ozônio resulta principalmente da emissão de CFC, que sofreu forte queda desde o Protocolo de Montreal.
- Ilhas de calor se formam nas cidades quando a temperatura das regiões centrais é maior que nas periferias. Se formam por causa da impermeabilização dos solos, da concentração de edifícios e poluição atmosférica.
- As chuvas ácidas provocam corrosão dos metais, deterioram monumentos históricos, a vegetação, as plantações e contaminam os solos. Ocorrem em regiões de grande concentração industrial e onde há obtenção de energia elétrica por uso de usinas movidas a carvão.
- A inversão térmica ocorre quando a camada inferior de ar na atmosfera fica mais fria do que a superior. Isso bloqueia seu movimento vertical e provoca concentração de poluentes. É um fenômeno natural que só se torna um problema quando ocorre em centros urbanos, com poluição atmosférica.
- O El Niño resulta no aquecimento anormal das águas do oceano pacífico nas proximidades com o Equador e altera as condições climáticas em escala planetária. No Brasil provoca secas no semiárido nordestino e no nordeste da Amazônia, enchentes no Sul, e dificulta a penetração da massa polar, tornando o inverno mais ameno no Sudeste.
- O Protocolo de Kyoto levou os países signatários a promoverem redução na emissão de gases estufa.
- As Conferências das Partes (COP) são reuniões comandadas pela ONU, onde se discutem ações práticas para execução de algum acordo internacional, como o protocolo de Kyoto e de Montreal.
Biomas e formações vegetais
Classificação das plantas
- Perenes: apresentam folhas durante o ano todo
- Caducifólias, decíduas ou estacionais: perdem folhas em épocas muito frias ou secas
- Esclerófilas: folhas duras e com consistência de couro (coriáceas)
- Xerófilas: plantas adaptadas à aridez
- Higrófilas: geralmente perenes adaptadas a muita umidade
- Tropófilas: adaptadas a uma estação seca e outra úmida
- Aciculifoliadas: possuem folhas em forma de agulhas, como pinheiros
- Latifoliadas: plantas de folhas largas que permitem intensa transpiração
Principais características das formações vegetais
- Tundra: vegetação rasteira. As espécies típicas são musgos nas baixadas úmidas e liquens nas porções mais elevadas do terreno, onde o solo é mais seco, e aparecem raramente pequenos arbustos
- Floresta boreal (taiga): ocorre nas altas latitudes do hemisfério norte, regiões de climas temperados continentais como Canadá, Suécia, Finlândia e Rússia. Predominam coníferas do tipo pinheiro
- Floresta subtropical e temperada: formação caducifólia, típica em climas temperados e subtropicais. Encontrada em latitudes mais baixas e sob maior influência da maritimidade em relação às coníferas. Estendia-se pela Europa centro-ocidental, e atualmente subsiste na Ásia, América do Norte e do sul e Oceania
- Mediterrânea: regiões de clima mediterrâneo com verões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. Encontrada nos EUA, Chile, África do Sul, Europa e norte da África
- Pradarias: compostas basicamente de gramíneas. Encontrados em regiões de clima temperado continental. Desenvolvem-se na Rússia, Ásia central, grandes planícies americanas, pampas argentinos, Uruguai, Brasil e Austrália. Usada como pastagem.
- Estepes: vegetação herbácea, esparsa e ressecada. Desenvolve-se na faixa de transição entre os climas tropicais e desérticos, como no Sahel (África) e climas temperados desérticos como Ásia central
- Deserto: espécies vegetais adaptadas à escassez de água. Plantas xerófilas, como as cactáceas
- Savana: apresenta estados arbóreo, arbustivo e herbáceo. Encontradas na África, América do Sul, Austrália e índia. Muito usada para agricultura
- Florestas equatorial e tropical: regiões quentes e úmidas. Formações hidrófilas e latifoliadas. Baixas latitudes na América, África e Ásia, onde predominam climas tropicais e espécies vegetais de grande e médio porte.
- Vegetação de altitude: regiões montanhosas. À medida que aumenta a altitude, diminui a temperatura, os solos ficam mais rasos e a vegetação mais esparsa. Nessas condições, surgem florestas nas áreas mais baixas e, nas mais altas, os campos de altitude
Consequências do desmatamento
- Aumento do processo erosivo, que leva ao empobrecimento do solo e inviabiliza agricultura
- Assoreamento de rios e lagos, que resulta na sedimentação, provocando enchentes e dificuldade para navegação
- Rebaixamento de aquíferos pela menor infiltração de água das chuvas no subsolo, provocando problemas de abastecimento de água nas cidades e campo
- Diminuição dos índices pluviométricos em consequência do fim da transpiração das plantas
- Elevação das temperaturas pela maior irradiação do calor para a atmosfera pelo solo exposto
- Agravamento dos processos de desertificação
- Redução ou fim das atividades extrativas vegetais
- Proliferação de pragas e doenças resultantes de desequilíbrios nas cadeias alimentares
Características das formações vegetais brasileiras
- Floresta amazônica (floresta pluvial ou equatorial): maior floresta tropical do mundo / apresenta 3 estratos de vegetação:
- caaigapó ou igapó: desenvolve-se ao longo de rios, possui menor quantidade de espécies e é constituída por árvores de menor porte, como palmeiras e plantas aquáticas
- Várzea: área sujeita a inundações periódicas com vegetação de médio porte
- Caaetê ou terra firme: nunca inunda / vegetação de grande porte / o entrelaçamento das copas das árvores forma um dossel que dificulta a penetração da luz solar, originando um ambiente sombrio e úmido
- Mata atlântica (floresta pluvial tropical): um dos biomas mais importantes para preservação da biodiversidade, mas também o mais ameaçado
- Mata de araucárias ou mata dos pinhais (floresta pluvial subtropical): predomina a araucária / comum a ocorrência de erva-mate e espécies valorizadas pela indústria da madeira, como os ipês / desmatada principalmente com a retirada da madeira para fabricação de móveis
- Mata dos cocais: constituída por palmeiras, com grande predominância do babaçu e ocorrência esporádica de carnaúba
- Caatinga: vegetação xerófila adaptada ao clima semiárido, na qual predominam arbustos caducifólios e espinhosos, ocorrem também cactáceas. No verão, brotam folhas verdes e flores pela ocorrência de chuvas
- Cerrado: vegetação caducifólia, predominantemente arbustiva, de raízes profundas, galhos retorcidos e casca grossa (dificulta perda de água) a vegetação é composta por gramíneas que secam na estiagem. Formação adaptada ao clima tropical, com chuvas abundantes no verão e inverno seco
- Pantanal: vegetação rasteira, floresta tropical e vegetação típica do cerrado em maior altitude. O pantanal não é uma formação vegetal, mas um complexo que junta várias formações e que também abriga fauna muito rica
- Campos naturais: formações rasteiras ou herbáceas constituídas por gramíneas. Sua origem pode estar associada a solos rasos ou temperaturas baixas em regiões de altitudes elevadas, áreas sujeitas a inundação periódica ou a solos arenosos
- Vegetação litorânea: se desenvolve no cordão arenoso formado junto à costa / predominância de vegetação rasteira e manguezais, que são nichos ecológicos responsáveis pela reprodução de espécies de peixes, moluscos e crustáceos; desenvolvendo-se nos estuários e a vegetação — arbustiva e arbórea — é halófila (adaptada ao sal da água do mar), podendo apresentar raízes que, durante a maré baixa, ficam expostas
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