Desequilíbrio ecológico
Contaminantes químicos
- Substâncias ou microrganismos que não são naturais do local
- Os poluentes não biodegradáveis são aqueles que não são metabolizados pelo organismo, como metais pesados (Hg, Pb) e pesticidas organoclorados
Bioacumulação
- Acúmulo de poluentes não biodegradáveis nos tecidos ao longo da vida
Magnificação trófica
- Transferência dos poluentes não biodegradáveis pela cadeia alimentar, sendo a maior concentração nos consumidores de topo
- Para suprir o déficit energético, consumidores de topo de cadeia ingerem mais indivíduos aumentando a concentração dos poluentes
Espécies invasoras
- Foram translocados pelo homem e estão fora da sua ocorrência natural
- Podem afetar espécies nativas através da competição, predação ou transmissão de doenças
Desmatamento
- Remoção da cobertura vegetal da área
- Diminui a assimilação de CO2 na fotossíntese (menos plantas fazendo fotossíntese e capturando CO2)
- Afeta o regime de chuvas pela redução da transpiração
- Aumento da erosão do solo
- Destrói o habitat natural de diversas espécies
POLUIÇÃO AQUÁTICA
Eutrofização
- Começa com a entrada de matéria orgânica (esgoto) ou fertilizantes no ambiente.
- Decompositores aeróbicos vão decompor a matéria, mas como são muitos, esgotam o O2 no ambiente causando morte dos seres que dependem dele. Com a falta de O2, passa a ocorrer a proliferação dos decompositores anaeróbicos.
Maré vermelha
- Começa com a entrada de fertilizantes na água.
- Com isso, passa a ter a proliferação dos dinoflagelados (algas de pigmento vermelho. Algumas espécies liberam toxinas).
- O risco está no consumo de organismos contaminados com essa toxina.
- Animais com hábitos filtradores acumulam mais toxina.
Derramamento de petróleo
- Geralmente ocorre durante a extração.
- O petróleo forma uma película na superfície da água (igual quando colocamos óleo na água). Esse petróleo dificulta a difusão de O2 para a água e bloqueia passagem de luz, afetando a fotossíntese dos produtores, além de contaminar os organismos aquáticos.
LIXÃO E ATERRO SANITÁRIO
Lixão
- Proibido no Brasil desde 2014
- Sem preparação do solo para receber o lixo
- Resíduos dispostos sem planejamento
- Proliferação de vetores de doenças
- Chorume se infiltra no solo e lençol freático
- Decomposição libera CO2 e CH4 que contribuem no efeito estufa
- Basicamente jogam todo o lixo de qualquer jeito no lixão, sem se importar com a preparação do solo ou qualquer outra coisa. Isso atrai insetos, ou animais que podem trazer doenças aos moradores ao redor, pode poluir o solo e lençóis freáticos abaixo dele, e ainda solta gases que contribuem para o aquecimento do planeta.
Aterro sanitário
- Solo impermeabilizado
- Rejeitos compactados e dispostos entre camadas de sedimento
- Chorume não infiltra
- Não atrai animais vetores de doenças
- O metano (CH4) é coletado e usado como fonte de energia
- Basicamente é muito melhor que o lixão
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
O efeito estufa
É um fenômeno natural e importante para a estabilidade térmica do planeta retendo parte da radiação infravermelha (calor) que vem do sol.
Os principais gases de efeito estufa são:
- Dióxido de carbono (CO2): pode ser gerado naturalmente pela respiração celular e decomposição aeróbica, mas também pela queima de combustíveis fósseis (não natural, desequilibra o processo).
- Metano (CH4): Potencialmente mais estufa que o CO2 é produzido pela decomposição anaeróbica e digestão dos ruminantes.
Causas do aumento do efeito estufa
- Desmatamento (sobram cada vez menos plantas e árvores para capturar CO2 da atmosfera ao fazer fotossíntese)
- Queima de combustíveis fósseis (lança mais CO2 na atmosfera)
- Aumento da atividade pecuária ( = mais ruminantes que lançam mais metano na atmosfera)
Impactos das mudanças climáticas
- Morte de algas zooxantelas e, consequentemente o branqueamento dos corais
- Acidificação dos oceanos
- Diminuição do oxigênio dissolvido na água
- Mudanças na distribuição e extinção de espécies (algumas espécies podem acabar indo para outra área ao verem que em seu habitat está difícil de se viver, mas se não conseguirem achar outro lugar ou não conseguirem sair de seu lugar original, podem ser extintos)
Destruição da camada de ozônio
A camada de ozônio é constituída pelo acúmulo do gás ozônio (O3) na estratosfera, e atua como um filtro que limita a entrada massiva da radiação ultravioleta.
A destruição tem início com a produção do CFC. Na atmosfera, a radiação ultravioleta rompe ligações químicas do CFC, liberando átomos de cloro, que reage com o ozônio, diminuindo a concentração estratosférica desse gás.
As consequências da destruição da camada de ozônio são: envelhecimento precoce, danos ao DNA das células, o que pode causar câncer de pele, lesões na retina (olhos) e alterações no desenvolvimento dos embriões. (Como o filtro de radiações liberadas pelo sol está sendo destruído, a radiação solar pode chegar em maior quantidade e causar tudo isso).
Chuvas ácidas
- É qualquer precipitação (chuva, neve, neblina) com PH abaixo de 5,6. As principais causas são a queima de combustíveis fósseis, erupções vulcânicas e carros movidos a combustão.
- Os fenômenos liberam óxidos de enxofre (SOx) e nitrogênio (NOx) que reagem com a água, formando ácidos.
- As consequências disso são a destruição de pinturas e monumentos nas cidades, danos na cobertura vegetal e acidificação do solo.
Inversão térmica
- Comum em cidades no inverno
- A pluma de poluição dificulta o aquecimento do ar frio, mantendo ele estacionado no estrato mais inferior.
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